Divulgação de imagens clínicas, resultados de tratamentos e vídeos exige cuidados éticos e respeito às normas do Conselho Federal de Odontologia.
A presença dos cirurgiões-dentistas nas redes sociais tornou-se parte importante da comunicação profissional. Fotografias de resultados, vídeos educativos e conteúdos sobre procedimentos odontológicos são utilizados para aproximar profissionais e pacientes.
Entretanto, a divulgação de imagens clínicas exige atenção às normas éticas e à proteção das informações dos pacientes.
O assunto ganhou destaque em outubro de 2026, com a discussão sobre os limites da publicidade odontológica e as responsabilidades dos profissionais no ambiente digital.
Autorização não significa liberdade irrestrita
A Resolução CFO nº 196/2019 estabelece condições para a divulgação de autorretratos e imagens relacionadas ao diagnóstico e ao resultado final de tratamentos odontológicos.
Entre os requisitos estão a autorização prévia e por escrito do paciente e a identificação do profissional responsável, com nome e número de inscrição no Conselho Regional de Odontologia.
Entretanto, a autorização não afasta as demais obrigações previstas no Código de Ética Odontológica.
Publicações sensacionalistas, promessas de resultados e práticas que caracterizem mercantilização da profissão continuam sujeitas às restrições éticas.
Diferença entre resultado e procedimento
Outro ponto importante envolve a divulgação de imagens e vídeos durante a realização dos tratamentos.
A regulamentação estabelece restrições à exposição do transcurso dos procedimentos odontológicos, mesmo quando existe autorização do paciente.
Já os conteúdos educativos, produzidos dentro dos limites éticos, podem contribuir para esclarecer dúvidas e orientar a população.
Proteção de dados também deve ser considerada
Além das normas profissionais, a divulgação de informações clínicas envolve a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Dados referentes à saúde são considerados sensíveis e exigem cuidados específicos.
A orientação é que cirurgiões-dentistas e responsáveis pela comunicação dos consultórios acompanhem as normas vigentes antes de divulgar casos clínicos.
A utilização responsável das redes sociais pode fortalecer a confiança dos pacientes e valorizar a Odontologia sem comprometer a ética profissional.
Fonte: APCD Jornal, 6 de outubro de 2026, com referência à Resolução CFO nº 196/2019 e ao Código de Ética Odontológica.