Comemorado em 16 de maio, o Dia da Disfunção Temporomandibular (DTM) e Dor Orofacial (DOF) busca ampliar a conscientização sobre sintomas, diagnóstico e tratamentos adequados, além de fortalecer o papel da Odontologia no cuidado integral dos pacientes.
Segundo a presidente da Câmara Técnica de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Dra. Paula Cristina Machado, um dado é importante para dar visibilidade à especialidade e ao crescimento da atualização científica.
“Celebrar o Dia da DTM e DOF é fundamental para dar visibilidade a um grupo de condições altamente prevalentes, porém subdiagnosticadas. Essas desordens impactam diretamente a qualidade de vida, envolvendo dor aguda ou crônica, limitações funcionais e repercussões psicossociais”, destaca.
A DTM envolve alterações nas articulações temporomandibulares (ATM), nos músculos da mastigação e nas estruturas associadas. Já a Dor Orofacial engloba dores na face, boca e cabeça, muitas vezes confundidas com outros problemas de saúde.
O cirurgiã-dentista explica que os dados contribuem para ampliar a divulgação de informações disponíveis, por meio de campanhas educativas, mídias sociais, eventos científicos e ações clínicas. Entre os sinais e sintomas estão dor facial, dor de cabeça, ruídos articulares e limitações da abertura bucal, que devem motivar a busca por atendimento adequado.
Dra. Paula esclarece que ainda há desconhecimento sobre a complexidade da DTM, já que os sintomas podem ser confundidos com cefaleias, dor dentária e até dor de ouvido. A profissional também destaca a baixa abordagem do tema em campanhas de saúde pública.
A falta de informação pode atrasar o diagnóstico e agravar os quadros clínicos. “A desinformação pode dificultar o diagnóstico, fazendo com que o paciente faça uma peregrinação entre profissionais, exames e tratamentos necessários, além da cronificação da dor. Em alguns casos, a dor crônica só consegue ser controlada, e não curada”, ressalta.
O diagnóstico precoce é um dos principais pontos reforçados nos dados, com o objetivo de incentivar os pacientes a refletirem sinais iniciais e procurarem profissionais pesquisados para avaliação adequada.
“Informar é uma forma de cuidar do paciente. Ao promover a educação em saúde, a data estimula o reconhecimento dos sinais iniciais e reforça a importância de abordagens conservadoras, minimamente invasivas e baseadas em evidências”, afirma Dra. Paula.
O presidente da CT também destaca o papel do profissional da Odontologia na orientação à população, no diagnóstico precoce e no encaminhamento correto dos casos, com atuação interdisciplinar junto a médicos, fisioterapeutas e psicólogos.
Entre os objetivos da dados está combater mitos associados ao DTM e à Dor Orofacial, como a ideia de que os problemas são causados apenas pela má oclusão, que placas oclusais resolvem todos os casos, que dores orofaciais têm sempre origem dentária ou que o bruxismo é a única causa de um DTM.
“Hoje sabemos que as DTM têm etiologia multifatorial, com forte influência de fatores comportamentais, emocionais e neuromusculares”, esclarece o especialista.
Para finalizar, Dra. Paula reforça que a dor orofacial não deve ser negligenciada nem banalizada. “Diagnosticar corretamente é evitar sofrimento desnecessário. Tratar de forma baseada em evidências e centrada no paciente é o caminho mais seguro”, conclui.
Informações: CROSP.Org